| 21/11/2008 | |
| 25/09/2008 |
Desde o momento em que você acorda, até a hora de dormir, ele está presente sob as mais diversas formas. O plástico se tornou um material praticamente imprescindível no nosso dia-a-dia. Brinquedos, calçados, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos... quase tudo em que se possa pensar tem a presença desse produto.
No caso do Grande ABC, a opção por focar as atenções nesse setor remonta à própria vocação da região. Berço da moderna indústria nacional, com destaque para a automobilística, o ABC conta hoje com um parque industrial diversificado, em que o complexo químico e petroquímico é um dos que mais geram emprego e renda nos seus sete municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra).
Fruto dessas mudanças estruturais, a região tem debatido propostas para o segmento. Exemplo disso são as discussões do Grupo de Trabalho (GT) Petroquímico Plástico, criado em 1997 e que integra a Câmara Regional do Grande ABC, que reúne poder público e sociedade na análise e elaboração de ações para o desenvolvimento econômico local. Destacam-se ainda a realização do Seminário do Setor Plástico do Grande ABC e da Rodada de Negócios – Plásticos, a ampliação do Pólo Petroquímico do Grande ABC, a criação do Arranjo Produtivo Local (APL) do Plástico e do Condomínio Industrial do Plástico, além do Plano de Desenvolvimento Setorial (PDS) Plástico.
Merece destaque ainda a atuação de entidades, como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), responsável por promover a política industrial nacional, com base nos programas e projetos estabelecidos pelo governo federal. A ABDI trabalha em seis frentes: ampliação das exportações, fortalecimento de micro e pequenas empresas, regionalização, integração produtiva da América Latina e Caribe com foco no Mercosul, integração com o mercado africano e produção sustentável. Por isso mesmo, ela incentiva as ações dos mais diversos setores, como o ramo plástico, por meio de apoio às iniciativas desenvolvidas por associações, sindicatos e instituições do segmento.
Outro órgão que também tem assumido um importante papel é o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast). A entidade, criada em 1941 e que representa mais de 5 mil empresas paulistas, atua nas discussões políticas do setor, participa de diversos fóruns de debates, além de estimular as ações voltadas ao fortalecimento do segmento.
Face a esse quadro é que precisamos apostar na união entre poder público, iniciativa privada, trabalhadores, sindicatos, lideranças regionais e entidades do setor, de modo a fortalecer o segmento petroquímico-plástico. Só assim será possível avançar para solucionar as dificuldades e os desafios que circundam esse setor. Por exemplo, o PDS Plástico, que visa auxiliar no desenvolvimento das indústrias de transformação, é um desses possíveis caminhos. Aliás, vale destacar que a iniciativa em questão é uma parceria que envolve a Prefeitura de Santo André, a ABDI e o Sindiplast.